O fortalecimento da gestão regionalizada e a qualificação das Redes de Atenção à Saúde (RAS) seguem como prioridades na agenda do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Tocantins (COSEMS-TO). Durante o mais recente ciclo de oficinas do projeto Saúde Redes, gestores da Região Capim Dourado — território onde a iniciativa foi pioneira no estado em outubro de 2025 — consolidaram estratégias para a continuidade do cuidado e o monitoramento das ações técnicas.
O projeto é uma cooperação estratégica entre o Ministério da Saúde, o CONASEMS e os hospitais de excelência Sírio-Libanês e Oswaldo Cruz, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS).
Articulação Institucional e Sustentabilidade
Representando a diretoria do COSEMS-TO, o 1º Vice-Presidente, Francisco Ronnivon, acompanhou o encerramento da primeira etapa presencial, que marca a transição para a fase de monitoramento assistencial. Ronnivon reforçou que a maturidade do projeto na região Capim Dourado é fruto de um planejamento rigoroso que envolve a análise da cartografia de saúde e a validação de fluxogramas de risco nos municípios.
“O encerramento deste ciclo presencial abre caminho para um monitoramento técnico que se estenderá até novembro. O papel do COSEMS é assegurar que as Linhas de Cuidado pactuadas reflitam a realidade de cada território”, afirmou o Vice-Presidente.
Integração da Saúde Indígena e Fluxos Assistenciais
Um dos destaques técnicos da oficina foi a contribuição do secretário de saúde de Tocantínia, Wanderson, que abordou a complexidade da rede em municípios com populações indígenas. Wanderson defendeu a necessidade de uma visão colegiada para integrar o subsistema de saúde indígena (DSEI) ao contexto municipal, visando reduzir indicadores negativos e garantir que o pré-natal e o acompanhamento de gestantes ocorram de forma ininterrupta.
Segundo o gestor, o projeto Saúde Redes oferece a base técnica para que as equipes locais e as do distrito sanitário operem em sintonia, garantindo que o direito da gestante ao acompanhamento especializado seja respeitado desde a atenção primária até a rede hospitalar.
Participação dos Gestores Regionais
A oficina contou com a presença ativa de secretários que compõem a governança regional:
Secretário de saúde de Tocantínia, Wanderson; Carmelita (Aparecida do Rio Negro); Talita Martins (Rio Sono) Secretária Municipal e Conselheira Fiscal do COSEMS-TO; Welton (São Félix do Tocantins)
Próximos Passos
Com o fim das oficinas presenciais de planejamento, o projeto entra agora em uma fase de monitoramento intensivo. Até o mês de novembro de 2026, os municípios serão acompanhados na implementação dos novos fluxogramas, com foco na captação precoce de gestantes e na eficiência da regulação regional. O objetivo final é a entrega de uma rede de atenção mais ágil, transparente e integrada às necessidades do cidadão tocantinense.


































