O secretário municipal de Ipueiras, Sinvaldo Moraes, representou o COSEMS Tocantins no encontro presencial do projeto “Meio, Começo, Meio – Formação de Trabalhadores e Trabalhadoras que Atuam no Cuidado em Saúde das Populações do Campo, Floresta e Águas”. O evento começou na quinta-feira, 13 de fevereiro, e é uma iniciativa do Ministério da Saúde para capacitar profissionais que atuam junto a essas comunidades.
O curso, que conta com representantes de diversos órgãos como a Secretaria Municipal de Saúde de Palmas, Fiocruz/Fiotec Amazonas, Escola de Saúde Pública de Manaus, Secretaria Municipal de Saúde de Manaus, Ministério da Saúde/Brasília, e COSEMS/TO, tem como objetivo qualificar e promover a integração entre as instituições no atendimento à saúde das populações tradicionais.
Na oportunidade, o diretor financeiro do COSEMS-TO, Jarmondes Carlos, que participou do curso como aluno, ressaltou a importância da capacitação para aprimorar o olhar sobre as realidades locais e fortalecer a construção de políticas públicas mais inclusivas. Ele destacou que compreender as dinâmicas de diferentes territórios é essencial para garantir um atendimento de saúde mais eficaz e equitativo, considerando as particularidades culturais e geográficas de cada região.
Durante o evento, os participantes apresentaram cartografias sociais de suas regiões. A Ilha do Bananal destacou de um assentamento em Cariri do Tocantins e o modo de vida indígena da etnia Javaé, enquanto o Cantão mostrou a realidade de comunidades ribeirinhas denominadas “Torrãozeiros” em áreas de difícil acesso. Já as regiões Capim Dourado, Amor Perfeito e Sudeste abordaram o acompanhamento em saúde dos indígenas Xerente, reforçando os desafios e estratégias de atendimento.


A programação incluiu a análise de um usuário-guia, onde os participantes discutiram trajetórias reais e fictícias de pessoas que vivem no campo, na floresta e nas águas. O objetivo foi entender as dificuldades no acesso à saúde e propor soluções para melhorar a assistência.
O encontro reforçou a importância de políticas de saúde adaptadas às realidades locais, garantindo que populações tradicionais recebam um atendimento adequado e respeitoso.