O Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Tocantins (COSEMS-TO) participou nesta terça-feira da Oficina de Imersão das DANTs (Doenças e Agravos Não Transmissíveis) no Tocantins. Representando os 139 municípios do estado, a presidente do COSEMS-TO e secretária municipal de saúde de Nova Rosalândia, Luana Carvalho, compôs a mesa de abertura do evento, reforçando o compromisso municipalista com a qualificação da informação e a gestão da saúde baseada em evidências.
A oficina tem como foco principal o desafio de transformar dados epidemiológicos em inteligência e planejamento estratégico para a ponta. Durante sua fala, a presidente Luana Carvalho destacou a grandiosidade e a importância da Vigilância em Saúde para a formulação dos planos de ação municipais e o cotidiano das secretarias.
“A saúde do Tocantins evoluiu anos-luz e nós precisamos continuar a evoluir. Quando o gestor consegue olhar para os dados e entendê-los minimamente, a gestão muda completamente. O COSEMS-TO está de portas abertas para a Vigilância e para a Atenção Básica, mas nós precisamos nos apropriar dos dados e estimular os nossos técnicos nos territórios. Levem a informação para a sede, sensibilizem seus gestores”, enfatizou a presidente.
Integração Intersetorial e o Cenário das DANTs
O encontro promoveu um debate aprofundado sobre o impacto das DANTs — que englobam doenças cardiovasculares, cânceres, diabetes, doenças respiratórias crônicas, além de violências e acidentes. Segundo as autoridades presentes, esses agravos representam atualmente os maiores desafios da saúde pública contemporânea, impactando diretamente a capacidade produtiva da sociedade e a sustentabilidade dos sistemas de saúde.
A mesa diretiva marcou um momento importante de integração institucional, reunindo representantes do Governo Federal, Governo Estadual, Municípios e Academia. Entre os especialistas presentes estavam:
- Perciliana Joaquina Bezerra de Carvalho: Superintendente de Vigilância em Saúde (SES-TO).
- Dra. Marta Azevedo: Coordenadora do projeto das ODS na Amazônia Legal e no Nordeste (UFT).
- Micheline Pimentel Ribeiro Cavalcanti: Superintendente de Vigilância em Saúde de Palmas.
- Naila Bandeira de Sá: Coordenadora-Geral de Vigilância e Prevenção de Violências e Acidentes (Ministério da Saúde).
- Leonardo de Souza Lourenço Carvalho: Representante da Coordenação-Geral de Vigilância de DCNT (Ministério da Saúde).
Os Desafios do Século e o Papel do SUS
A Superintendente de Vigilância em Saúde da SES-TO, Perciliana Carvalho, trouxe uma reflexão contundente sobre a “epidemia silenciosa” das DANTs. Ela ressaltou que agravos ligados ao estilo de vida, consumo e adaptação ambiental exigem respostas rápidas e estruturadas de toda a rede.
“Nós precisamos unir forças. Por menor que seja a sua ação, ela faz a diferença. O capital intelectual que está aqui tem o compromisso de dar continuidade ao maior patrimônio que esta nação tem para nós brasileiros, que é o Sistema Único de Saúde”, pontuou Perciliana.
A necessidade de interoperabilidade de dados também foi um ponto alto, com menções ao esforço estadual e da capital (Palmas) em firmar termos de cooperação técnica com forças de segurança pública e meio ambiente, visando evitar o retrabalho e criar diagnósticos mais precisos da realidade populacional.
Principais Frentes da Oficina
O evento segue com o objetivo de alinhar o Plano de DANTs (2022-2030) aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), focando nas seguintes diretrizes estratégicas:
- Qualificação do Registro no Território: Sensibilizar os profissionais de que a alimentação dos sistemas não é mera burocracia, mas a base para direcionar recursos e intervenções.
- Ação Intersetorial Plena: Promover a colaboração prática entre áreas que vão além da saúde institucionalizada, como saneamento, assistência social e segurança.
- Educação Permanente: Fortalecer a capacitação técnica dos profissionais dos municípios, reconhecendo a enorme capacidade de produção de conhecimento local.





































